
A taxa de desocupação do Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE em 14 de agosto. No estado do Rio de Janeiro, a taxa foi de 7,1%, de acordo com levantamento do portal Tempo Real RJ sobre a mesma pesquisa, ou seja, 1,7 ponto percentual acima da média nacional. Para quem procura emprego no Rio, o número ajuda a medir a concorrência por vaga.
O retrato nacional
O país registrou 5,4% de desocupação no segundo trimestre, contra 6,1% no primeiro trimestre de 2026 e 5,8% no mesmo período de 2025. A queda frente ao trimestre anterior foi de 0,7 ponto percentual. O IBGE informa que a desocupação recuou em 13 das 27 unidades da federação e ficou estável nas demais.
O rendimento real habitual médio dos trabalhadores brasileiros foi de R$ 3.738 no trimestre, contra R$ 3.795 no primeiro trimestre e R$ 3.635 um ano antes. A informalidade, no total do país, ficou em 37,4%.
Onde o Rio aparece no mapa do desemprego
O Rio de Janeiro não está entre as cinco maiores taxas do país, listadas pelo IBGE: Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco e Piauí (8,3% cada) e Sergipe (7,9%). Também está longe das menores: Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
No Sudeste, a comparação mostra uma distância grande. São Paulo teve 5,4%, igual à média nacional, e o Espírito Santo, 2,3%. Segundo o Tempo Real RJ, o Rio tem a maior taxa da região. O estado não consta na lista de quedas do IBGE, o que, pelo critério do instituto, indica estabilidade frente ao trimestre anterior.

O que a taxa mede e o que deixa de fora
A taxa de desocupação reúne as pessoas que estavam sem trabalho e procuraram uma ocupação no período. Quem desistiu de procurar não entra nessa conta, assim como não aparece a qualidade das vagas, caso do trabalho informal. Por isso o IBGE divulga também a taxa de subutilização, que no país era de 13,8% no trimestre encerrado em abril.
Uma taxa mais alta que a média nacional sugere, em geral, mais candidatos por vaga. Mas isso não diz quais áreas contratam. No levantamento do TrampoRJ com 63 anúncios, a mediana salarial das vagas foi de R$ 1.813,45, algo próximo a metade do rendimento médio nacional de R$ 3.738. A comparação não é direta, porque o rendimento do IBGE inclui trabalhadores informais, autônomos e cargos de salário alto, mas mostra que o ponto de entrada anunciado fica abaixo da média. Detalhamos esse cálculo em Quanto sobra do salário?.
Limites desta análise
O comunicado do IBGE que consultamos traz o número do país e a lista de estados em destaque, mas não a taxa do Rio. O valor de 7,1% vem do Tempo Real RJ, que o apresenta como cálculo sobre a PNAD; recomendamos conferi-lo nas tabelas do Sidra, no site do IBGE. A próxima divulgação mensal da PNAD Contínua está marcada para 30 de outubro, e vamos atualizar este acompanhamento quando ela sair.
Como apuramos
Lemos o comunicado do IBGE sobre a PNAD Contínua trimestral (14/08/2026), a reportagem da CNN Brasil sobre o resultado por estado (14/08/2026) e a do Tempo Real RJ (14/08/2026). Os números do Brasil, as maiores e menores taxas, a de São Paulo e a do Espírito Santo foram confirmados nas duas primeiras fontes; a do Rio, apenas na terceira. A mediana de R$ 1.813,45 é cálculo do TrampoRJ sobre 45 anúncios com salário informado entre 15 e 20 de outubro de 2026.
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